Em muitos casos, bases de dados não são utilizadas aproveitando todo seu potencial. As empresas, salvo poucas exceções, costumam ser melhores em colecionar dados – sobre seus clientes, sobre seus produtos, sobre concorrentes – do que analisá-los e projetar uma estratégia em torno deles.

O grande desafio é que uma estratégia abrangente baseada em BIG DATA, tão breve esteja completa, já começa a ficar desatualizada. Novas fontes de dados de potenciais emergem, novas inovações de hardware e software impulsionam novos recursos, novas ferramentas e técnicas de gerenciamento de dados evoluem, novas ferramentas analíticas avançadas de código aberto surgem nas universidades, etc.

A crescente oferta de dados “monetizáveis” (mídias sociais, dados móveis, IoT, “wearables”, e muito mais, somadas à disponibilidade de ferramentas analíticas avançadas (muitas delas de código aberto, como MADLib, Mahout, H2O, OpenAI e o Tensorflow) tem andado mais rápido que as definições de estratégias para usá-los.

Uma nova abordagem para esta questão pode ser vislumbrada foi apresentada em um simples tweet de de Bill Schmarzo, CTO mundial da Dell EMC Services, que é o título deste post.

O conceito é criar uma estratégia de negócios que incorpore o BIG DATA. Permeá-la com informações detalhadas de clientes, produtos, serviços e operações que possam ser a base para otimizar os principais processos operacionais, atenuar os riscos de conformidade e segurança cibernética, descobrir novas oportunidades de receita e criar uma experiência de cliente ou parceiro mais encantadora e diferenciada.

Ou seja, para criar este tipo de planejamento, é necessário ter grande expertise com o BIG DATA, mas também ser mais especialista ainda no próprio core business. Obviamente, estamos falando de equipes e não de uma pessoa, mas tudo se torna mais produtivo com uma liderança “híbrida”, que habite tanto o universo de TI quanto de negócios. Isso até pode ser terceirizado, pois as revendas de TI que se destacam no mercado, cada vez mais focam na viabilização de resultados do que na venda de hardware e software simplesmente. Mas neste caso, é preciso haver grande comprometimento e imersão de um fornecedor deste tipo.

Schmarzo completa, em post recentemente publicado pela Dell EMC: Esqueça as famosas reuniões mensais de “alinhamento”.

É preciso fazer mais que isso. É preciso falar “escovar os bytes” e “polir as moedas” ao mesmo tempo. ROI é um termo que precisa estar presente em todo planejamento bem sucedido deste tipo.

Isto determinará as diferentes fontes de dados que suportam as aplicações com potencial de trazer retorno financeiro e/ou valor para a marca. Passa a existir uma correlação direta entre valor dos dados e valor financeiro para a organização.

A recente pesquisa recentemente publicada pela Universidade de São Francisco intitulada “Aplicando conceitos econômicos a grandes dados para determinar o valor financeiro da pesquisa de dados e análises da Organização” traz um excelente detalhamento sobre como determinar o valor econômico dos dados da sua organização. Iremos abordá-lo em outro post. Para acessá-lo, continue acompanhando nosso blog. Inscreva-se para receber nossos alertas e até breve!